Irani

Florestal

A Celulose Irani é uma empresa essencialmente de base florestal, tendo como fonte principal de matéria-prima as florestas plantadas de Pínus.

As Unidades Florestais da IRANI têm como principal objetivo suprir a demanda de madeira para a produção de celulose e energia nas fábricas de papel e embalagem de Santa Catarina, e a demanda de resina para a produção de breu e terebintina no Rio Grande do Sul, além de comercializar madeira no mercado regional.

O manejo das florestas plantadas na IRANI, além de garantir matéria-prima renovável para a fabricação de seus produtos, contribui para a conservação de florestas nativas e para a preservação da biodiversidade local.

Aqui começam os nossos negócios: plantando florestas, preservando a biodiversidade e o meio ambiente e sequestrando carbono da atmosfera.


  • Localização das Florestas

    Localização das Florestas
  • Gestão e Manejo Florestal

    Gestão e Manejo Florestal
  • Incentivo ao Reflorestamento

    Incentivo ao Reflorestamento
  • Pesquisa e Proteção Florestal

    Pesquisa e Proteção Florestal
  • Comercialização de Madeira

    Comercialização de Madeira
  • Florestas Plantadas

    Florestas Plantadas
As operações florestais da Celulose Irani são realizadas no Oeste de Santa Catarina e no litoral do Rio Grande do Sul.

Como principal ferramenta de gestão, planejamento e controle, a Unidade Florestal da IRANI possui o Sistema de Informação Geográfica (SIG).

O SIG permite manipular as informações necessárias ao planejamento, à adequação ambiental, ao controle de pagamentos de fornecedores e empresas terceirizadas e a rastrear a matéria-prima, desde a floresta até a entrega na indústria.

A Unidade também utiliza como ferramenta de planejamento e controle, o Inventário Florestal, que disponibiliza informações sobre o estoque de madeira existente na floresta. Essas informações auxiliam no planejamento da produção florestal, na otimização do uso das florestas e na tomada de decisões estratégicas da Empresa.

Desde 2008, todas as florestas próprias de Santa Catarina estão certificadas pelo FSC® o que garante que seu manejo e gestão atendem os seus princípios e requisitos reconhecidos internacionalmente.  Dessa forma cerca de 60 a 70% de toda a madeira usada na produção de celulose é certificada. As demais são consideradas oriundas de fonte controlada e são avaliadas quanto ao atendimento da Política de Compra de Madeira, origem e requisitos socioambientais.

Resumo Público de Manejo Florestal SC

Resumo Público de Manejo Florestal RS

O ciclo de plantação de florestas na IRANI inicia com a coleta ou com a aquisição de sementes de árvores selecionadas com material genético superior, que são encaminhadas ao viveiro florestal próprio em Vargem Bonita - SC.

A capacidade de produção anual no viveiro da IRANI em Santa Catarina é de aproximadamente seis milhões de mudas.

Além de plantar suas principais espécies comerciais, Pínus e Eucalyptus, a Celulose Irani cultiva mudas de plantas nativas como a Araucária, Imbuia e outras espécies nativas da região, destinadas, principalmente à recuperação de áreas degradadas, enriquecimento de florestas em estágios iniciais, e doações em atividades socioambientais que a Empresa participa e desenvolve nas comunidades ao entorno.

As mudas de Pínus e Eucalyptus são enviadas a campo após atingirem o padrão desejado de desenvolvimento. O plantio de Pínus é realizado o ano todo, e o de Eucalyptus apenas nos meses em que a probabilidade de ocorrência de geadas é pequena, principalmente de outubro a dezembro.

As etapas de produção - do preparo de solo ao transporte da madeira após o corte -, são realizadas por empresas terceirizadas, que utilizam técnicas e cuidados que contribuem para a redução de impactos ambientais gerados.

O ciclo de manejo, do plantio ao corte final, é de 14 anos para o Pínus e de sete anos para o Eucalyptus. Assim, a IRANI obtém em ambos os casos, altos índices de produtividade, além da qualidade desejada para a fabricação dos seus produtos.

Nas áreas florestais do Rio Grande do Sul, a IRANI possui um sistema de mapeamento georreferenciado de todos os Hortos Florestais, executado por meio de imagem via satélite e uso do software Arcview.

Esse sistema constitui-se num importante instrumento para o planejamento, manejo e execução das operações florestais.

O mapeamento identifica e dimensiona os limites da propriedade, as áreas de florestas plantadas, a delimitação de talhões, estradas e aceiros, recursos hídricos, benfeitoria, matas nativas e outros elementos considerados importantes para o manejo. Essas informações também visam orientar as ações necessárias ao pleno atendimento da legislação vigente e da Política Ambiental da Empresa.

As florestas plantadas do Rio Grande do Sul são basicamente da espécie Pinus elliottii. Nela segue um sistema de manejo florestal e tratos silviculturais, voltados para a produção de madeira sólida e resina.

Nas áreas de efetivo plantio, a condução florestal após os cortes rasos das florestas originais ocorre por meio de um sistema de manejo e condução de regeneração natural de plântulas (planta recém-nascida) de Pínus. Em casos excepcionais, a Empresa promove novos plantios ou adensamento de mudas.

São produzidas de forma escalonada para suprir as demandas comerciais da Empresa, em quantidade e qualidade.

Durante o ciclo florestal e na fase da colheita final, são procedidas avaliações técnicas e aplicação dos critérios para tomada de decisão de condução da regeneração. Os critérios analisados consideram qualidade e produtividade da floresta original e intensidade e qualidade da regeneração potencial.

A Unidade Florestal da Celulose Irani S.A. estimula o reflorestamento para assegurar o fornecimento de madeira necessário para a expansão do negócio, para integrar os pequenos agricultores e proporcionar uma alternativa de rendimento para quem se tornar parceiro na ação.

O Programa de Parceria Rural beneficia a população ao entorno da fábrica, em Vargem Bonita (SC), gerando emprego e contribuindo para o crescimento da região.

No Programa de Parceria Rural, o produtor oferece à IRANI áreas de terras destinadas ao cultivo. A Empresa faz o plantio e a condução da floresta até o corte. Ao final da rotação, a produção da floresta é divida entre as partes, sendo os percentuais definidos conforme a distância entre a propriedade da IRANI e as características do plantio em cada local.

A Unidade Florestal, no momento da escolha das áreas, leva em conta a distância até a fábrica em Vargem Bonita (SC), a topografia, o uso anterior do solo, a necessidade de uso de máquinas pesadas para o preparo do solo e acessos, o desenvolvimento esperado da floresta conforme qualidade do sítio, e adequação da propriedade às normas ambientais vigentes.

A Empresa mantém 3.230 hectares plantados em parceria com 66 proprietários em diversos municípios da região.

A conservação das florestas nativas contribui para o equilíbrio do meio ambiente e ajuda no controle biológico de pragas e doenças.

A Celulose Irani realiza o programa de combate à vespa-da-madeira (Sirex noctilio), por meio de controle biológico há mais de 20 anos. A Empresa monitora a presença de ataques e o índice de parasitismo, prevenindo possíveis prejuízos econômicos, além de manter a sanidade de suas plantações.

A Empresa está cadastrada no Fundo Nacional de Controle à Vespa-da-Madeira (Funcema) e no Programa Nacional de Controle da Vespa-da-Madeira (PNCVM) e participa financeiramente da manutenção deste programa.

Ações preventivas são desenvolvidas pela IRANI na comunidade ao entorno das áreas florestais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre os cuidados com o uso do fogo e os possíveis prejuízos ambientais e econômicos causados pelas queimadas.

A Empresa também mantém aceiros limpos em áreas de risco. A Brigada de Incêndios Florestais da IRANI é responsável pelas ações de combate em eventuais focos de incêndio.

A equipe é constantemente treinada pelas corporações de bombeiros da região e conta com equipamentos próprios, inclusive caminhão de bombeiros. Em Santa Catarina, a Empresa mantém convênio de cooperação com o Corpo de Bombeiros Voluntários da cidade de Irani (SC), que presta auxílio nos casos de sinistros.

A vigilância é feita por meio de guardiões que residem nas fazendas e monitoram os bens patrimoniais, coíbem ações predatórias à fauna e à flora e controlam o acesso de visitantes. A IRANI mantém também, uma parceria com a Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, com a finalidade de cooperação na fiscalização e educação ambiental para preservar, conservar e melhorar o meio ambiente nas áreas de abrangência da Empresa.

Outra medida de controle e monitoramento das áreas é o procedimento para pesca nos reservatórios e rios que cortam as propriedades da IRANI. Nesse procedimento, a pesca é autorizada por meio de solicitação e cadastramento dos visitantes.

Essa prática, além de beneficiar a comunidade como opção de lazer, oportuniza a conscientização dos usuários quanto às questões ambientais, evidenciando temas como piracema, preservação dos recursos hídricos e do meio ambiente.

Conheça também os programas ambientais apoiados pela área Florestal da IRANI, no espaço Gestão Ambiental, no link sustentabilidade.

A Unidade Florestal firma parcerias com instituições de pesquisa para o desenvolvimento de atividades conjuntas nas áreas de Melhoramento Florestal, Proteção Florestal, Manejo Florestal, Conservação da Biodiversidade, Solos, entre outros.

A IRANI desenvolve e apoia a realização de pesquisas com potencial de gerar mais conhecimento da interação entre a flora e a fauna local e as florestas plantadas, objetivando a melhoria nos métodos de manejo e possibilitando a definição de indicadores ambientais do manejo.

Os seguintes estudos estão em andamento ou foram realizados recentemente:

- O macaco-prego (Cebus nigritus, Cebidae, Mammalia) e as plantações comerciais de Pinus spp.: o problema, suas causas e propostas de manejo Embrapa Florestas & Dieter Liebsch;

- Ecologia de javalis introduzidos (Sus Scrofa) em Santa Catarina: interação com porcos-do-mato nativos e Conservação da Floresta de Araucária - Caipora Cooperativa para Conservação e Proteção dos Recursos Naturais & Universidade Federal do Rio de Janeiro & Carlos Salvador;

- Diversidade de Anfíbios das Florestas com Araucária: Universidade Estadual Paulista (Unesp) & Carlos Eduardo Conte;

- Levantamento florístico e fitossociológico nas propriedades da Celulose Irani S.A.: Embrapa Florestas & Dieter Liebsch;

- Inventário quali-quantitativo da avifauna nas propriedades da Celulose Irani S.A.: Embrapa Florestas & Leonardo R. Deconto;

- Diversidade de mamíferos nas propriedades da Celulose Irani S.A.: Embrapa Florestas & Gledson V. Bianconi.

- Avaliação do potencial da cinza de biomassa de madeira e lama de cal como insumo para o plantio florestal - Embrapa Florestas & Shizuo Maeda.

- Levantamento Pedológico Detalhado e definição de Unidades de Manejo Florestais nas propriedades da Celulose Irani S.A.  – Embrapa Florestas & Itamar Antonio Bognola.

- Estudo de alternativas para a minimização da influência do cultivo de Pinus spp. na biodiversidade catarinense – FURB & Marcelo Diniz Vitorino

Estudos realizados no Rio Grande do Sul

Buscando aprofundar os conhecimentos acerca dos impactos ambientais de suas atividades e atuar de forma mais abrangente na minimização ou eliminação desses impactos, a IRANI, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), desenvolve desde 2008 uma pesquisa sobre os efeitos ambientais do manejo do Pínus elliotti no Rio Grande do Sul.

Nesse estudo, avaliam-se aspectos do manejo dessa espécie como potencial de dispersão, potencial alelopático, sequestro de carbono em florestas resinadas e levantamento de espécies associadas às florestas de Pínus.

A IRANI também comercializa madeira para abastecer diversos segmentos de mercado de madeira nas regiões onde mantém florestas. Em Santa Catarina comercializa principalmente toras de Pínus para os segmentos de serraria e compensados. No Rio Grande do Sul comercializa toretes e toras para os segmentos de serraria e painéis.

Outra maneira de fomentar o reflorestamento na região é por meio da aquisição de parte do suprimento de madeira para a produção de celulose e energia (biomassa) no mercado regional.

O processo de compra de madeira na IRANI, além dos trâmites normais de negociação (preços, quantidade, cadastramento, especificações da qualidade), consiste em análises de risco dos fornecedores feitas por profissionais da Empresa treinados para este fim.

Para atender a certificação de cadeia de custódia FSC® das unidades industriais de Papel e Embalagem, a origem da madeira utilizada no processo de celulose, quando não certificada, deve considerar aos cinco princípios básicos – padrões – do FSC®, os quais são traduzidos pela Política de Compra de Madeira. Por meio de um questionário acompanhado de evidências (documentos, declarações de posse, pareceres jurídicos, etc) e visita a área, a IRANI avalia as condições de risco e possibilidade de compra.

 A Política de Compra da Madeira é instrumento que, além de orientar procedimentos, dá transparência à sua decisão de cumprimento das questões ambientais, sociais e econômicas.

 

A Celulose Irani S.A. adquire madeira e cavaco de pínus para os processos de celulose Kraft e pasta químico-mecânica e implementa esforços para evitar compras desses produtos de fontes controversas, segundo o FSC®.

A Empresa compromete-se a:

1 não adquirir madeira extraída ilegalmente;

2 não adquirir madeira extraída em infração de direitos tradicionais e civis;

3 não adquirir madeira extraída de fl orestas em que elevados valores de conservação estão ameaçados por atividades de manejo florestal;

4 não adquirir madeira extraída de florestas nativas que estão sendo convertidas em plantações ou para uso não florestal;

5 não adquirir madeira extraída de florestas onde árvores geneticamente modificadas estão plantadas.

A IRANI possui significativas áreas conservadas típicas de florestas nativas e formações naturais nas propriedades onde mantém suas operações florestais, garantindo equilíbrio entre as áreas de produção, compostas unicamente de florestas plantadas.

A produção integrada das florestas plantadas de Pínus e Eucalyptus com as matas nativas, por meio de processos adequados de manejo florestal e ciclos sucessivos de plantio, contribui para a preservação da biodiversidade, gera desenvolvimento econômico em função da alta produtividade das florestas plantadas, e reduz os níveis de gases de efeito estufa – GEE na atmosfera, pelo sequestro de carbono.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), 100% da produção de celulose e papel tem como origem florestas plantadas de Eucalipto e Pínus. Nessas florestas, as árvores são cultivadas em áreas específicas, com insumos de alta qualidade, e, depois, colhidas para uso industrial. Em seguida, nova floresta é plantada perpetuando o ciclo plantio e colheita.

Por ter um grande volume de florestas plantadas, a IRANI, por meio do inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa – GEE tornou-se uma empresa Carbono Neutro, por remover mais carbono da atmosfera do que emite.

Consideradas verdadeiros sumidouros de carbono, as florestas plantadas de rápido crescimento têm papel importante na luta contra o aquecimento global. Cada hectare captura aproximadamente 27 toneladas de carbono por ano.

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