Papel
A Celulose Irani fabrica papéis Kraft de 30 a 200 g/m² nas linhas FineKraft, FlashKraft, FlexiKraft, EnveloKraft e BagKfrat indicados para embalagens flexíveis e KraftLiner, TestLiner, Miolo e Reciclado para embalagens rígidas.Os papéis IRANI são comercializados no Brasil e no mercado internacional.
A Unidade Fabril Papel, localizada em Vargem Bonita – SC possui a certificação FSC® de Cadeia de Custódia. Essa certificação permite à IRANI fabricar parte de seus produtos com o selo FSC®, uma vez que a Empresa utiliza matérias-primas certificadas e controladas em seu processo de fabricação.
A Certificação da Cadeia de Custódia garante ao consumidor que o produto foi fabricado com matéria-prima de floresta certificada e controlada. Nesse tipo de certificação, devem existir garantias de controle da procedência, do manuseio e do rastreamento da matéria-prima utilizada em todas as etapas da produção, desde a floresta até o produto final.
Os papéis IRANI também possuem certificações específicas para entrar em contato com o alimento.
Cada linha de papel IRANI é indicada para produções específicas como sacolas, sacos para pães, envelopes, sacos industriais, fitas gomadas, entre outros.
Características – monolúcido, fibra longa virgem.
Coloração - pardo e branco.
Gramatura - 30 a 60 g/m².
Aplicações sugeridas – fabricação de sacos leves para rede fast food e panificadoras, mascaramento de pintura, moldes de costura e plotter.
Atende ao segmento de sacolas para lojas de varejo nos shoppings.
O BagKraft é um papel reciclado com alta resistência física e que permite ótima qualidade de impressão.
O BagKraft IRANI possui certificação FSC®.
Característica - exclusivo para o setor de envelopes.
Coloração - pardo e ouro.
Gramatura - 75 a 110 g/m².
Aplicação sugerida: fabricação de envelopes.
Características – monolúcido, fibra longa virgem.
Coloração - produção somente sob consulta/encomenda na cor indicada pelo cliente.
Gramatura - 35 a 75 g/m².
Aplicações sugeridas: fabricação de sacos leves e envelopes.
Característica – extensível, fibra longa virgem.
Coloração - pardo e branco.
Gramatura – 70 a 125 g/m².
Aplicação sugerida: fabricação de sacos industriais.
Certificação - CETEA - Aprovado para contato direto com alimento.
Características – alisado, fibra longa virgem.
Coloração - pardo e branco.
Gramatura - 80 a 125 g/m² (branco) e 70 a 200 g/m² (pardo)
Aplicações sugeridas – fabricação de sacos industriais e embrulhos.
Certificação – gramaturas certificadas pelo CETEA - FlatKraft Branco de 80 a 125 g/m² aprovado para contato direto com alimentos; FlatKraft Pardo de 70 a 200 g/m² aprovado para contato direto com alimento.
Características – monolúcido, fibra longa virgem.
Coloração - pardo e branco.
Gramatura - 70 a 125 g/m².
Aplicações sugeridas – fabricação de sacolas, sacos industriais, fitas gomadas e embrulhos.
Certificação - Adolfo Lutz e CETEA - Aprovado para contato direto com alimento.
Consolidando parcerias de confiança, a IRANI mantém o IRANI Online - uma ferramenta virtual de relacionamento, onde o cliente cadastrado acessa suas informações via site www.irani.com.br.
A qualquer hora e de qualquer lugar, pode-se acompanhar o processo comercial – compra, programação, produção e expedição. No IRANI Online, o cliente tem registrado o seu histórico de relacionamento comercial com a Empresa.
A IRANI oferece também o serviço de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), uma padronização composta por Sped Contábil, Sped Fiscal, Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), Central de Balanços e Lalur.
O papel produzido a partir da polpa da madeira é fabricado em cinco etapas:
A madeira de pínus e de eucaliptos são as matérias-primas mais comumente utilizadas para a fabricação de papel. Após o corte, as toras são descascadas, dando origem aos cavacos que geram a celulose e são usadas como combustível para produzir vapor e eletricidade.
A madeira é feita de fibras celulosas aderidas umas às outras por uma "cola", chamada lignina. Para converter madeira em polpa, estas fibras devem ser separadas pela remoção da lignina.
Processo Mecânico
A polpa é obtida na prensagem dos troncos contra pedras de moer na presença de água. Frequentemente a madeira é tratada com vapor e produtos químicos que facilitam a separação das fibras de lignina. A polpa resultante deste processo é denominada de pasta termo-químico mecânica.
Processo Químico
Os cavacos, ou lascas de madeira, são misturados com substâncias químicas e cozidos sob alta pressão em imensos vasos, chamados digestores. A ação combinada das substâncias químicas e do calor dissolve a lignina e as separa das fibras. Papéis feitos de polpa química são muito resistentes, como é o caso do Kraft, palavra de origem germânica que designa força.
Processo por Reciclagem
Realizado com a desintegração de aparas em água dentro de pulpers (liquidificadores enormes). Elementos contaminantes como plástico, metal e polietileno são afastados da mistura. Quando necessário, faz-se a retirada de tinta da polpa pela ação combinada de água, substâncias químicas, calor e energia mecânica. A polpa reciclada é usada para fabricar papel cartão, papel jornal e papéis usados na indústria e nos lares.
A fabricação de certos tipos de papel requer que a polpa seja branqueada. Para isso, são usados produtos químicos que eliminam a lignina. A polpa resultante deste processo é mais branca e tem tendência menor de amarelar com o passar do tempo.
Pesquisas e investimentos têm ajudado consideravelmente a indústria papeleira a reduzir o impacto ambiental do processo de branqueamento.
Quando a polpa chega à caixa de entrada da máquina de papel, contém mais de 99% de água. A mistura é lançada sob a forma de um jato fino e uniforme sobre uma tela móvel, a tela formadora. A ação filtrante da tela formadora, combinada com um sistema de vácuo, extrai a maior parte da água contida na polpa, formando assim, a folha de papel. A folha é prensada entre rolos para remover mais água. Na sequência, atravessa a seção de secagem, onde entra em contato com cilindros secadores que extraem a maior parte da água restante por meio da evaporação.
O acabamento é constituído pelas etapas de conversão em folhas cortadas e embalagem de todos os produtos fabricados. O processo prescinde de modernos equipamentos para o corte, empacotamento e paletização - técnica mais utilizada para a movimentação e armazenagem de cargas ao longo das cadeias logísticas. Atualmente, na maioria das fábricas toda a produção é realizada automaticamente, sem contato manual.
Tanque de Massa
Resultado final, após os troncos serem picados, moídos e cozidos para obtenção das fibras.
Máquina de Papel
Caixa de Entrada: Tem a função de distribuir a suspensão de fibras sobre a tela, como uma lâmina continuam o mais uniformemente possível.
Mesa Plana: É a parte da máquina de papel onde se dá a formação da folha.
Prensas: A folha de papel, ao sair da mesa plana, já está formada. Porém, 80% a 85% de sua constituição ainda é pura água. A finalidade das prensas é retirar parte dessa água.
Secagem: É o setor da máquina de papel onde é feita a secagem final da folha. A secagem é composta de cilindros secadores proporcionando, em uma das faces, lisura e brilho acentuados.
Antes da criação do papel, o homem se expressava de maneiras curiosas. Os registros mais remotos datam da pré-história, quando desenhos eram entalhados com pedras afiadas nas paredes das cavernas.
Antes da criação do papel, o homem se expressava de maneiras curiosas. Os registros mais remotos datam da pré-história, quando desenhos eram entalhados com pedras afiadas nas paredes das cavernas. Com o tempo, os povos foram aprimorando suas técnicas de expressão.
Na Índia, utilizavam folhas de palmeiras, e os povos esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca para registrarem suas vivências. Na China, produziam-se livros a partir de conchas e cascos de tartaruga e, posteriormente, a partir de bambu e seda.
Os materiais que mais se aproximaram do papel como conhecemos hoje foram o pergaminho e o papiro, palavra que provém do latim “papyrus", para designar um vegetal da família Cepareas (Cyperua papyrus), e que quer dizer papel. O pergaminho era produzido a partir de pele de animal, muito mais resistente do que o papiro, e por isso, tinha um custo muito mais elevado.
O papiro era utilizado pelos egípcios 2.400 anos antes de Cristo. Seu uso permitiu que milhares de documentos se mantivessem preservados ao longo da história.
Mas, a primazia da fabricação do papel como conhecemos hoje, é dos chineses, que por volta do século VI a.C., começaram a produzir um papel de seda branco para pintura e escrita.
Historiadores atribuem a T'sai Lun, um oficial da Corte Imperial Chinesa (150 d.C.), a precedência da origem do papel. A técnica de fabricação foi mantida em segredo durante quase 600 anos. Há indícios de que a partir do ano 751 d.C. - quando árabes aprisionaram chineses conhecedores dessa arte e que trocaram seu saber técnico pela liberdade -, iniciou-se a difusão do conhecimento sobre a produção do papel artesanal.
Do ano 1.000 d. C. até cerca de 1.830 d. C. , o insumo básico para confecção de papel eram trapos velhos, mas o costume foi banido no séc. XVII, por se acreditar que favorecia a propagação da peste bubônica.
No fim do século XVIII, a revolução industrial aumentou a demanda por papel, criando um mercado com grande poder de consumo. No princípio do século XIX, a indústria do papel ganhou forte impulso com a invenção das máquinas de produção contínua e do uso de pastas de madeira que propiciaram o surgimento e fortalecimento do mercado de livros, jornais e outros tipos de produtos de consumo. Em 1860 d. C. foi desenvolvido o papel couché e surgiram na Finlândia, as primeiras leis sobre práticas de silvicultura.
Durante boa parte de sua história, o papel foi fabricado à mão. Em meados do século XVII, os holandeses começaram a aplicar a força hidráulica para mover grandes pedras que, movidas umas contra as outras, melhor preparavam as fibras para a produção de papel. Chamados de “holandesas”, esses moinhos são utilizados até hoje.
A primeira máquina para fazer papel foi inventada na França por Nicholas-Louis Robert em 1799. Pouco tempo depois, os irmãos Fourdrinier apresentaram o método de produção contínua de papel, aperfeiçoado na Inglaterra.
A tecnologia foi aprimorada ao longo do tempo. Na segunda metade do século XIX, quando a madeira substituiu trapos na produção de papel, as máquinas “Fourdrinier” ganharam mudanças importantes.
Os avanços na composição química do papel transformaram a sua fabricação, que ganhou escala industrial. As máquinas se modernizaram e atingiram alto grau de automação e produtividade.
No Brasil, o papel começou a ser fabricado em 1809, no Rio de Janeiro. E chegou a São Paulo com o desenvolvimento industrial proporcionado pela vinda de imigrantes europeus para trabalhar na cultura do café. Em sua bagagem, eles trouxeram conhecimento sobre o processo de produção de papel.
Hoje, vários Estados brasileiros produzem diferentes tipos de papel: papelcartão, de embalagens, de imprimir e escrever, de imprensa e para fins sanitários, além dos especiais.
Segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), nos últimos dez anos, o País aumentou sua produção em 36,1%, com crescimento médio de 3,1% ao ano, acompanhando as mudanças economia brasileira.
Atualmente, a demanda por papel fez a indústria se especializar na confecção de diversos tipos e gramaturas, de acordo com as necessidades. Também surgiu a preocupação em preservar a matéria-prima de origem. As práticas de reflorestamento no cotidiano das empresas vêm sendo adotadas como forma de garantir a produção autossustentável de madeira para a extração da celulose e, assim, colaborar para o equilíbrio ambiental.



