Irani

Resina

A Celulose Irani produz resinas a partir da extração natural de Pínus de acordo com as normas ambientais de manejo para a manufatura de breu e terebintina, matérias-primas de grande versatilidade de aplicações em produtos como vernizes, tintas e adesivos e esmaltes.

A Unidade Resina está localizada em Balneário Pinhal no Estado do Rio Grande do Sul e tem capacidade para produzir, 50 toneladas por dia de Breu e 15 toneladas por dia de Terebintina.

Os principais mercados externos do breu e terebintina atendidos pela IRANI são: Argentina, Chile, Estados Unidos da América, Holanda, Espanha, Portugal, México, Alemanha, Bélgica e França. O principal mercado interno é o Rio Grande do Sul.


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A IRANI produz resinas de Pínus selecionados de acordo com as normas ambientais de manejo para a manufatura de breu e terebintina, matérias-primas de grande versatilidade de aplicações em produtos como vernizes, tintas, adesivos e esmaltes.

Breu: Breu é um sólido transparente de cor amarela, produzido a partir de secreções resinosas do pinho. É composto por ácido abiético (principal componente) e utilizado para aplicações de produtos como colas, adesivos, sabões, esmaltes, isolantes elétricos, goma de mascar, ceras e expectorantes.

Terebintina: Na IRANI, o tipo de terebintina obtida é a de goma resina. Terebintina é um líquido transparente com odor característico e gosto amargo. É usada como solvente em tintas e vernizes, fabricação de corantes, ceras, desinfetantes (óleo de pinho), cânfora, sabões, graxas inseticidas, vedantes, fixadores de perfume entre outros.

Linha de Produtos Kraft
O processo de resinagem na IRANI é realizado em árvores selecionadas que precisam ter aproximadamente 12 anos de idade e possuir no mínimo, 18 centímetros de diâmetro.

A resinagem consiste na extração de goma resina em árvores vivas do gênero Pínus. É considerada por muitos como uma forma de antecipar receitas de uma floresta implantada com outros objetivos, que não a produção da goma resina. Além disso, gera empregos diretos e contribui para a fixação do homem no meio rural.

A goma resina obtida pela exsudação das árvores de Pínus é uma mistura de hidrocarbonetos de cadeia longa, compostos por vários ácidos resínicos, tendo como principal deles, o ácido abiético, que após a destilação, torna-se a parte sólida, chamado breu e a parte volátil, composta de cíclicos aromáticos, chamada terebintina.

Na IRANI, os produtos obtidos nesse processo são comercializados para confecção de vernizes, tintas, sabões, colas, adesivos, esmaltes, desinfetantes, isolantes e perfumes que atendem atualmente, na sua maioria, as demandas do mercado externo.

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Breu: tintas de impressão, cola papeleira, adesivos, emulsionantes, borrachas e outros segmentos, entre eles, cosméticos, sabões, detergentes e indústrias alimentícias como goma de mascar. 

Terebintina: por ser composta por cíclicos aromáticos, a terebintina é usada como matéria-prima para a industrialização de grande número de produtos como  acetato de terpenila, isobornila, terpineol que são utilizados na indústria de fragrâncias e perfumaria. Os desinfetantes “pinho” que possuem ação germicida levam em sua formulação, o óleo de pinho oriundo da industrialização da terebintina.  Na indústria de química fina, a terebintina é usada para vitaminas, componentes inseticidas naturais, resinas para colas especiais, entre outros. O seu uso se estende como solventes de tintas especiais, bem como na área farmacêutica.

Mercados: Os principais mercados externos do breu e terebintina são: Argentina, Alemanha, Portugal, Holanda, França, Espanha e Estados Unidos.

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A resinagem no Brasil teve início na década de 1970, período em que o país importava o produto. Em 1989, a situação inverteu e, quem comprava passou a vender.

Atualmente, segundo a Associação dos Resinadores do Brasil (ARESB) somos o segundo maior produtor mundial de goma de resina, tendo á frente somente a China. São produzidos aqui no país, aproximadamente 100 mil toneladas de resina por ano, o que representa uma movimentação financeira de 25 milhões de dólares.

A goma de resina de Pínus já era utilizada desde o Egito Antigo, com fins religiosos e para a mumificação de corpos. Ela foi também muito usada, desde a época colonial norte-americana, na construção naval, com o objetivo de calefetar peças de madeira, usadas nos barcos da Marinha Real Inglesa.

Navegadores fenícios e ingleses da era vitoriana, independente do tempo que os separam, usaram a goma resina, de modo parecido na calafetação (vedação) de barcos e na impermeabilização de velas, sendo os ingleses responsáveis pela denominação coletiva de naval stores (suprimentos navais) usada nos países de língua inglesa, até hoje, para denominar os derivados da goma resina.

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O nome terebintina tem origem grega e era dado à resina obtida de Pistaciaterebinthius da família anarcadiaceae.

O uso da terebintina é antigo, e registrado a partir da existência de figuras e citações de Índios no México que extraíam a terebintina da resina de árvores em tonéis sobre fogo direto já na era Pré-Colombiana.

No século 19, na América do Norte, a terebintina também era usada como combustíveis em luminárias, gerando além da iluminação, um aroma agradável nos ambientes.

Os primeiros processos de separação do breu e da terebintina da goma resina eram realizados em alambiques com fogo direto. Entretanto, muito do produto volátil era perdido para a atmosfera, além da obtenção de terebintina de baixa qualidade pela existência de impurezas por produtos da pirólise (decomposição pelo calor).

A necessidade do breu como matéria-prima de diversos produtos comerciais como o papel levou a melhorias na tecnologia de fracionamento desses dois compostos da resina bruta. Consequentemente, os aspectos qualitativos da terebintina também foram aprimorados primeiramente pela substituição da destilação descontínua pela contínua em colunas sem enchimento e posterior pela destilação em autoclaves. 

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Na IRANI, a separação do breu da terebintina existente na goma resina ocorre da seguinte forma:

1 – A resina é recebida em bombonas vindas da floresta em caminhão.

2 – Depois do recebimento é feito o despejo no tanque de armazenamento (barca).

3 – Filtração da Resina: nesta etapa a resina é aquecida até 100ºC com adição de terebintina para facilitar o processo. Após, são feitas duas filtrações: uma grossa por um filtro de telas retirando as impurezas maiores e outra fina, por meio de um filtro prensa onde todas as impurezas são retidas.

4 – Decantação da resina: a resina é deixada em tanques de decantação por 18 horas onde ocorre a separação da água. A água descartada é enviada para a Estação de Tratamento de Efluentes e reutilizada.

5  – Destilação da resina:  Depois de decantada, a solução já lavada, filtrada, branqueada e aquecida é bombeada para o topo da coluna de destilação. Durante essa etapa, a terebintina é separada do breu por meio da evaporação.

6 – Envase: Após a extração completa da terebintina, o breu é envazenado em tambores metálicos ou em sacos de papel. Depois, é resfriado e armazenado em depósito. A terebintina é bombeada para a área de tancagem e vendida a granel.
 
Este processo é uma dos mais empregados atualmente, por ganhar mais avanços tecnológicos, permitindo melhorias na qualidade de produção tanto da terebintina como do breu.

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